O que NÃO fazer em Nova York

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Tão ou mais importante do que saber onde se hospedar ou quais são as atrações imperdíveis por lá, é saber o que NÃO fazer em Nova York. Como já morei lá e fui inúmeras vezes, em várias épocas, para a Big Apple, listei as 7 “pegadinhas turistongas” que você deve fugir como o diabo foge da cruz (ou encarar com bem menos expectativas do que dizem por aí…).

 

7 programas que você deve evitar em Nova York

 

1. Inverno e alto verão em Nova York

Morei por 10 meses em Nova York e já estive várias outras vezes a passeio, em diversas épocas do ano. Por isso, não recomendo que você programe sua viagem para janeiro ou fevereiro, pois são os meses mais desesperadamente cinzas, principalmente se você tiver com crianças.

Neve é legal só no primeiro dia, depois pode atrapalhar bastante os seus passeios. Vale a pena colocar na balança se não é melhor vê-la em uma estação de esqui do que em uma capital como Nova York. A cidade fica um caos, fria e triste, além de limitar muito as possibilidades do que fazer pela cidade.

O outro extremo, calorzão, também não recomendo. Em julho e agosto, bem no alto verão, os termômetros batem até 40 graus e o clima fica muito úmido. Como turistar quase sempre requer andar bastante, fica difícil curtir a cidade sofrendo de calor. Essa época não é a melhor, nem tão ruim.

 

Mas, Julia, qual é a melhor época para ir a Nova York, então?

Para mim, as melhores épocas para visitar Nova York são durante a primavera e o outono. O clima é mais ameno, os dias são mais longos, as pessoas mais felizes nas ruas e, geralmente, há uma programação cultural intensa. Sem contar que, na primavera, a cidade fica cheia de tulipas nas ruas.

 

2. Times Square

Sei que poder ser seu sonho se hospedar na Times Square mas, confie em mim: não faça isso! Já fiz um post falando sobre os melhores bairros para se hospedar em NY e essa área não está entre eles porque sair e chegar ali pode ser bem chato, já que o fluxo de carros e pessoas é muito grande, sempre. Fora que, como a maioria que circula por ali é turista, as pessoas andam devagar, param em grupos pra bater fotos e etc.

Outro problema é a poluição, visual e auditiva, principalmente. Sério! Parece frescura, mas esse tipo de coisa te faz ficar mais cansado e mal humorado, o que atrapalha qualquer passeio. Para fechar com “chave de ouro” (se eu ainda não te convenci), as opções gastronômicas dessa região não são das melhores e as chances de você cair em uma armadilha de turista são enormes.

 

Você está dizendo que eu não devo ir à Times Square, Julia?

Visite a Times Square um ou dois dias. Não concentre todo tempo da sua viagem por ali, permita-se viver os bairros “de verdade” da cidade. Garanto que você terá excelentes surpresas e experiências muito mais nova iorquinas.

 

3. Táxi

São lindos e super charmosos, como mostram os filmes, mas precisamos enxergar a verdade sobre eles: a maioria dos motoristas é estrangeira e mal fala inglês. Agora, imagina a agonia de estar em um lugar que você não conhece direito, no meio de um trânsito imprevisível e quase sempre caótico, com aquelas sirenes ensurdecedoras, e você com muita dificuldade para se comunicar com o motorista… Bom, no mínimo, será engraçado. A dica que posso dar é TENHA PACIENCIA, pois eles não tem a mínima com os turistas.

 

Julia, o que eu faço se precisar muito pegar um taxi em Nova York?

Apenas levante a mão e um taxi já vai parando. A dica que posso dar é que você tenha muita paciência porque os motoristas não têm nenhuma com os turistas!

#diquinhadaju: Não esqueça de dar tip! É comum dar de US$1 a US$2 doláres de gorjeta sempre.

 

4. A Estátua da Liberdade

Acho que ela compete com a Torre de Pisa o prêmio de atração mais broxante. A estátua é muito menor que os filmes – sempre eles – fazem parecer, além de ser bem sem graça, mesmo. Mais que isso, os passeios de barco até ela são caros e, normalmente, demoram tempo o suficiente para você ficar entediado.

Ao optar por descer na ilhota da Estátua – que fica em New Jersey, não em Manhattan -, você vai perceber que, apesar da história bacana por trás da construção, que só existe graças a um financiamento coletivo encabeçado por Joseph Pulitzer, em 1884, não há nada de interessante para fazer lá. E, provavelmente, rolará mais tédio.

 

Não dá para ir para NYC e não ver a Estátua da Liberdade! E agora, Julia?

Meu conselho para os amigos é claro: em hipótese alguma gaste dinheiro para isso! Eu tenho uma dica de como ver a Estátua da Liberdade de graça! Existe uma balsa gratuita para Staten Island, que passa bem pertinho da estátua e ainda te permite ver um lindo skyline de Manhattan. Pronto! Aí sim vale ir lá ver, tirar as fotos clichês (que eu amo).

 

6. Central Park aos finais de semana

Todo mundo quer um lugar ao sol no Central Park aos fins de semana, óbvio! Esse é o programa menos roubada da lista, visto que é lindo ver o parque tão vivo e cheio de pessoas diferentes aos sábados e domingos. Porém, esses não são os dias mais recomendados se você quiser tirar fotos com mais verde, menos gente ao redor e curtir uma caminhada mais tranquila.

#diquinhadaju: Se estiver com tempo, vá duas vezes, uma para um passeio mais tranquilo, calmo e fazer fotos e outra para e uma outra para curtir o movimento e as pessoas.

 

7. Grandes redes de comida

Termino com essa polêmica, porque acho triste ir a Nova York e só tomar Starbucks ou passar boa parte do tempo comendo McDonald’s, Domino’s ou outros restaurantes fast-food. Na verdade, não só em NYC, mas em qualquer lugar do mundo.

Julia, eu não quero gastar fortunas com alimentação e amo os clássicos americanos!

É possível comer bem gastando pouco, até menos que nesses lugares que têm no mundo todo, inclusive os clássicos americanos, como pizza e hambúrguer.

Falando muito sério, há todo um movimento na cidade para a valorização dos negócios locais, que, geralmente, utilizam ingredientes mais frescos, com preço justo, que não exploram o trabalho das pessoas e são mais sustentáveis que as grandes redes.

Conhecer esse outro lado de Nova York, através de seus restaurantes, mercados e pequenas cafeterias, é muito mais divertido e saboroso.  Além disso, fará com que você veja um lado pouco conhecido pelas maiorias dos turistas e tenha uma experiência muito mais nova iorquina.

#diquinhadaju: Separe uma verba e tempo investir em alguns bons restaurantes. Já fiz uma lista com melhores restaurantes rooftops de Nova York.

Desculpe se eu joguei um balde de água fria na programação que você tinha em mente. Minha ideia não é, de forma alguma, fazer com que você não vá a esses lugares mas, sim, te preparar para a realidade, dizendo que não é como vemos nos filmes. Eu já me decepcionei e achei válido compartilhar minha experiência para que a sua viagem seja perfeita.

Ah! Se ainda não sabe bem o que fazer pela cidade, vale a pena conferir o que Nova York tem de melhor, no roteiro que montei.

Nova York é incrível! Divirta-se!

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2 thoughts on “O que NÃO fazer em Nova York”

  1. Miguel disse:

    Parabéns pelas dicas
    Eu já morei lá tb e concordo

  2. Julia Maiorana disse:

    Oi Miguel!! Quem bom que voce gostou.

    beijos

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