Slow Travel: a tendência que atrai cada vez mais adeptos

Categorias:

Destinos,Roteiros,Utilidades
Compartilhe:

Digamos que você esteja planejamento uma viagem para a Europa. Você tem dez dias em solo europeu para desbravar as belezas e encantos do antigo continente. Claro que você quer conhecer muitos lugares e aproveitar a viagem ao máximo. Neste caso, o que você prefere: visitar o máximo de países que você puder ou passar mais dias em um destino para apreciar as belezas do lugar com calma?

slow-travel-julia-maiorana-3

O modelo de viagem que consiste em visitar muitos lugares em poucos dias se tornou bastante comum em excursões, onde empresas vendem pacotes com vários destinos e paradas rápidas em pontos turísticos. Existem pessoas que realmente preferem esse tipo de viagem, que gostam da maratona entre um destino e outro, acumulando check-ins e fotos do Instagram em muitos lugares diferentes. 

Porém, vale dizer que existe um movimento que prega justamente o contrário. Conheça o “Slow Travel”, entenda suas vantagens/desvantagens e escolha o melhor modelo para você planejar as suas viagens. 

O que é o Slow Travel?

slow-travel-julia-maiorana-1

Amigas em um tranquilo passeio de bicicleta na Islândia

Também conhecido como “slow tourism”, na tradução literal “slow travel” significa “viagem lenta” ou “viajar com calma”. É mais que um estilo de viagem, o slow travel tem se tornado uma filosofia para os viajantes que preferem fazer uma imersão no destino, com roteiros mais ricos, desfrutando descobertas e experiências quase como um morador local.

Desta forma, o viajante pode aproveitar lugares que vão muito além da rota tradicional. Pode conhecer melhor a cultura, a gastronomia e pode até ir a lugares que os turistas não costumam visitar. Desta forma, a quantidade de destinos dá lugar à qualidade com que os lugares são aproveitados.

Como surgiu?

slow-travel-julia-maiorana-4

A tendência “slow travel” foi inspirada no “slow food”, um movimento criado em Roma na década de 80 contra a abertura de redes de fast foods na cidade. A ideia do slow food prioriza os sabores regionais, as tradições culinárias, os pequenos produtores, alimentos naturais e orgânicos, indo contra a padronização do cardápio e a pressa no preparo dos alimentos, bem comum nas redes internacionais de fast foods.

Neste contexto, vale comentar também sobre o conceito “Farm to Table” (em tradução: “fazenda à mesa”), que preza por ingredientes frescos, colhidos na hora, vegetais da estação, com maior respeito ao tempo certo da colheita. Esse pensamento ajuda a dar mais visibilidade aos produtores locais e incentivo ao comércio local.

Basicamente, o “Slow Food” é mais do que comer. É apreciar o prazer das refeições, dos sabores e da origem dos alimentos. É sobre conhecer os ingredientes consumidos e compreender como eles chegaram até a mesa.

slow-travel-julia-maiorana-5

“Marché Des Enfants Rouges”, em Paris: visitar mercados municipais são ótimas opções para conhecer melhor a origem dos alimentos no destino que você visita.

Ao seguir a mesma linha de raciocínio, o Slow Travel incentiva o viajante ao conhecimento do espaço que visita. Sua história, seus costumes e cultura. Além do mais, preza pelo consumo de produtos locais, oferecendo aos moradores locais oportunidades de aproveitar o capital de giro que o turismo proporciona. 

Outro ponto do Slow Travel é o incentivo ao comportamento “ecorresponsável” e à responsabilidade com o desenvolvimento local, atitudes conscientes, como a utilização de transporte público ou bicicleta, o cuidado com o lixo produzido e em minimizar os impactos que o turismo predatório pode causar. 

 

O mercado aquece

slow-travel-julia-maiorana-6

O Trans-Siberian atravessa a Russia, indo de Moscou até Vladivostok. Uma experiência imersiva, que deixa a viagem mais atrativa, lenta e gostosa.

De olho na tendência, o empresário alemão Arne Gudde, que é fundador e diretor da empresa Slow Travel Experience, explica que sua empresa propõe viagens bem diferentes das empresas tradicionais de turismo. 

Viagens de trem pela Sibéria ou em cargueiros e até mesmo veleiros estão entre as experiências que Gudde oferece. O empresário acredita que o percurso da viagem é tão importante quanto o destino e que ele deve ser experimentado de diferentes formas. 

Gudde explica:

“Eu ofereço a experiência de um destino em um ritmo lento. Eu percebi cada vez mais que, viajando, era melhor começar a viagem saindo de casa e não pegar um avião para se chegar ao destino. Isso ajuda a criar mais consciência sobre o modo de viajar, de apreciar o trajeto. A consciência pelo meio ambiente é o aspecto mais importante, mas acho importante que para se preservar a natureza, é preciso apreciá-la.”

slow-travel-julia-maiorana-7

Já imaginou cruzar o continente a bordo de um cargueiro ao invés de uma rápida viagem de avião?

Não é somente o mercado que reage, mas também as políticas de turismo em países como a França e Itália, que já desenvolvem estratégias para manter os viajantes por mais tempo dentro de seus territórios. Provavelmente teremos novidades em breve.

 

Será que o Slow Travel é para você?

Vantagens

  • Aproveitar no seu tempo os lugares que você visita
  • Vivenciar a cultura, culinária e lugares pouco explorados
  • Descobrir detalhes da viagem que não estão nos guias de viagem na internet
  • Abrir mão de roteiros intensos e cansativos
  • Treinar a língua nativa conversando com moradores locais
  • Conhecer a fundo a cultura local

Desvantagens

  • Ter que eliminar cidades interessantes do seu roteiro de viagem
  • Pode perder oportunidades de visitar os pontos turísticos populares ao escolher ai a lugares menos conhecidos
  • Dificuldade em encontrar roteiros em agências que prezem pelo “slow travel”
  • Ter que preparar você mesmo o roteiro de viagem em cada cidade

Dicas para se tornar um “slow traveller”

slow-travel-julia-maiorana-8

Se a ideia do Slow Travel conquistou você, veja abaixo algumas dicas para fazer com que a experiência esteja alinhada com este movimento: 

Planeje suas viagens

As atividades da sua viagem são experiências muito pessoais. Por conta disso, comprar os tradicionais pacotes de viagens podem tirar um pouco a sua autonomia. Opte por fazer roteiros personalizados, conecte-se com outros viajantes nas redes sociais e tenha dicas exclusivas para montar o seu próprio roteiro. 

Permaneça no destino por pelo menos três dias

Para se conectar com o lugar onde você visita, tenha bastante tempo para reconhecer o território. Faça amizades e conheça os locais. Eles poderão te oferecer dicas bem legais sobre a cidade. 

Escolha programações alternativas

E isso inclui até a hospedagem e o lugar onde você fará as refeições. Que tal deixar de mão aquele restaurante famosérrimo para visitar um estabelecimento menos conhecido, mas muito bem recomendado? Ou quem sabe se hospedar na casa de um morador local? Os próprios sites como AirBnB podem ajudar nessa questão. 

Desacelere

Aproveite a viagem para relaxar. Desacelere. Explore com calma, observe o espaço. Alugue uma bicicleta e desbrave a cidade lentamente, quem sabe? 

 

E então, gosta da ideia do Slow Travel? Como você pode perceber, o improviso no roteiro é parte da experiência, mas nada impede que você tenha seu roteiro original para utilizar como guia. Se precisar de ajuda para montar o seu, conheça meu serviço de roteiro personalizado!

 

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2016 Julia Maiorana | Desenvolvido e gerenciado por gCampaner

Muitas imagens utilizadas neste blog vêm de fontes diversas e muitas vezes não autorizadas. Se alguma foto de sua autoria estiver no blog e você desejar a remoção ou os devidos créditos, por favor envie um email para [email protected] que prontamente atenderei à solicitação.